Historia |
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:: Gremio Esporte Clube ::
Gremio Tabatinga
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No início dos
anos setenta, a Praça José Honorato, no
Bairro Coração de Jesus, popularmente conhecido
como Tabatinga (em tupi-guarani, Aldeia Branca), era o
local onde um grupo de amigos costumava se reunir, quase
todas as noites, para passar o tempo curtindo um bom papo
e planejar
os programas do final de semana. Em um desses encontros, ocorrido no mês de
março de 1973, Geraldo Soares Ferreira, Manoel
Flávio Pacheco, Francisco Paiva de Carvalho, Hélio
Alves Ferreira e Júlio José de Oliveira tiveram
a idéia
de fundar um time de futebol, para que pudessem praticar esse apaixonante esporte
e, ainda, levar o nome do Bairro por onde quer que fossem. Como, na época, o
clube mais famoso do mundo era o Ajax, da Holanda, que vinha de duas conquistas
da Copa dos Campeões da Europa, apresentando a todos o mais novo gênio
da bola, Johann Cruyff, eles decidiram colocar no time o nome de AJAX FUTEBOL
CLUBE. E para o seu uniforme escolheram as cores grená e branco.
O passo seguinte foi convidar outros amigos e conhecidos para também fazerem parte do grupo. Como o entusiasmo era muito grande, a idéia acabou sendo contagiante e, em pouco tempo,
tornou-se realidade.
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Alguns dias depois, enfim,
concretizaram o sonho de realizar a partida de estréia:
aconteceu em Limas do Pará, contra o time local,
quando foram derrotados pelo placar de 5 x 3, em partida
apitada por Vicente Pereira de Lima, o popular Pereira. Nesse
jogo, o time teve a seguinte formação: César,
Manoel Pacheco, Batuta (irmão do Dininho), Fuzil e
Antônio Rômulo, Hélio Beiçola e
Deco, Chico Belo, Julinho Micróbio, Fit e Buré.
Quem assinalou o primeiro gol de sua história foi
o centro-avante Julinho. Atuou como massagista o saudoso
Pompio José da Silveira, que permaneceu acompanhando
a equipe durante toda a sua vida.A derrota, embora amarga, serviu apenas para dar mais ânimo à turma, que continuou firme em busca de novas aventuras e conquistas. O grande passo inicial havia sido dado e restava, agora, seguir em frente. Era um caminho sem volta. Vieram outras partidas e, logo, as vitórias começaram a aparecer. Dentro de Pará de Minas, a estréia foi contra o juvenil do Rio Branco, e quem marcou para o Ajax, dessa vez, foi o companheiro Fit.
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| Até então,
a equipe vinha se apresentando com uniformes que eram
alugados, todas as semanas. O dinheiro era pouco, e essa
foi a solução encontrada.Apesar da escolha
das cores grená e branco, o primeiro uniforme que
conseguiram adquirir foi um tricolor (vermelho, verde e branco)
semelhante ao do Fluminense, e, mesmo assim, sem escudo e
de segunda mão. Foi vendido pelo Erildo Pacheco, por
um preço bem acessível. E por um bom tempo
ele ficou sob os cuidados do Hélio Beiçola, época
em que sua mãe, a Maria do Tide, com muito esmero,
cuidava de seus reparos, sempre que era preciso, após
cada jogo.No início, a equipe tinha apenas um quadro
de atletas, e isso dificultava bastante a marcação
de partidas. Por isso, foi feito um acordo com o Genésio
Borracheiro, que também possuía um time, de
nome Estrela Dalva, nas mesmas condições. Assim,
durante um certo período, o Ajax jogou em um regime
de parceria, o que possibilitou a manutenção
de suas atividades, sem maiores problemas.Algum tempo depois, finalmente, o grupo conseguiu se estruturar melhor, e passaram
a contar também com um segundo quadro, que era carinhosamente chamado de Cascudinho. Sua primeira apresentação foi em Ribeirão do Ouro, e o seu primeiro gol foi marcado por Deca (sobrinho do Antônio Cabrito). |
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As partidas nos finais de semana passaram
a fazer parte da vida desse grupo que, com o tempo,
ia se identificando cada vez mais com a população
do Bairro Tabatinga. Na maioria das vezes, as viagens eram
feitas através de kombis ou em carroceria de caminhão.
Como jogavam muito pouco em Pará de Minas, viviam
quase que em uma turnê permanente. Entre outros locais,
se apresentavam em Ascensão, Córrego
do Barro, Jaguara, Brumado, Meireles, Aparição,
Campo Alegre, Antunes, Pequi, Torneiros, Maravilhas, Papagaios,
São Gonçalo do Pará, Perdigão,
Nova Serrana, Igaratinga, São José da Varginha,
Mateus Leme, Florestal, Tavares, Trindade... Aí, era
um caso à parte: existia entre eles, com certa razão,
o mito de que se o time precisasse reabilitar-se, era só marcar
um jogo na Trindade, que tudo se resolvia.
Memoráveis foram essas
viagens, quando a alegria corria solta, através de
bate-papos e canções, tudo muito
animado, onde nunca faltava o Marinheiro, que era a toada
preferida do grupo: Ô marinheiro, marinheiro; marinheiro
só! Quem te ensinou a navegar? Marinheiro, só!
Foi o tombo do navio? Marinheiro, só! Ou foi o balanço
do mar?...
Mas houve uma época em que as coisas começaram a ficar bastante difíceis. Foi quando os companheiros Antônio de Pádua Vieira (Tó do Targino) e José Raimundo dos Santos (Deco) tiveram a feliz atitude de convidar o Dininho (Geraldino Alves Gomes) para assumir o comando da equipe. Sem dúvida, ele foi o grande responsável por essa bandeira ter sido levada adiante. A partir daí, o time tomou um novo rumo. Com uma melhor organização, o plantel foi ampliado e os convites para jogos aumentaram consideravelmente. O Bar do Dininho, Reduto dos Imortais, como era chamado, com muito orgulho, pelo Julinho, um de seus fundadores, passou a ser o ponto de referência e de reunião
do time, antes mesmo de ser inaugurado.
Em 1975, pela primeira vez
o time teve o seu nome veiculado em um jornal de circulação
estadual. Foi na página do BITOQUE, no Diário
da Tarde. No cantinho intitulado Colher de Chá,
mandaram um recado dizendo que a colher de chá da
semana ia para a moçada bacana que dirigia e jogava
no Ajax Futebol Clube, do Bairro Tabatinga, em Pará de
Minas. Uma homenagem bem simples, mas que mexeu muito com
a vaidade de todos. Tanto, que durante um bom tempo, essa
página ficou exposta no quadro de avisos que existia
no Bar do Dininho.
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Nessa fase de pré-amadorismo, muitos foram os companheiros que contribuíram para que essa chama não se apagasse: Brausa, Antônio Henriques (Fuzil), Joaquim, Jorge (Chapa), Antônio Libânio, Orão, Sabará, Vanderlei Tanque, Amintas, Major, Ademir, Bertinho, Candango, Valdo, Marcílio (Zico), Marquinho Guri, Mateus, Amador Eustáquio, Chiquinho Vitamina, Perdigão, Vandiquinho, Pelé da Fiínha, Tonho Bó, Finite, Martinho, Raimundo Teodoro (Mundinho), Tibil, Negão, Lói Preto, Toíco, Roberto do Simão, Quequé, Magela, Zezinho dos Carimbos, Lói Jubão, Dalmo, Tita Preto, Modestino, Reginaldo, Adriano, Grilo, Pedrica, entre tantos outros, não menos importantes, que também
deram sua parcela de ajuda, dentro e fora de campo.
Em meados de 1976/1977, a Liga Desportiva de Pará de Minas preparava-se para promover o seu primeiro Campeonato Oficial. Como a equipe do Ajax já estava com uma base bem sólida e o entusiasmo era total, houve um consenso de que havia chegada a hora de sua filiação junto à Federação Mineira. Só assim, seria possível participar do campeonato municipal. No entanto, quando seus representantes estiveram em Belo Horizonte, para o devido registro, ficaram surpresos ao saber que, por já existir no mercado um produto de limpeza também com o nome Ajax, a filiação não seria possível.
A burocracia para providenciar e legalizar os novos documentos, após a escolha de um novo nome, com certeza, poderia impedir que a equipe participasse do primeiro Campeonato Oficial da Cidade. Vendo essa dificuldade, o Sr. Mário de Araújo Viana ofereceu aos integrantes do Ajax toda a documentação já pronta do GRÊMIO ESPORTE CLUBE, que havia sido fundado em 15/07/1971, por um grupo de amigos, dissidentes do Guarani Esporte Clube, entre os quais Eugênio Paulino Filho, Agenor Rezende de Carvalho e ele próprio.
A partir daí, o Ajax, agora como Grêmio Esporte Clube, começou a escrever uma nova página de sua historia, sendo um dos poucos clubes de
nossa terra que nunca deixou de disputar o campeonato oficial da cidade.
Essa popular agremiação, desde quando foi criada, tornou-se motivo de união, de alegria e de orgulho para todos os moradores do Bairro. Figuras folclóricas como o massagista Pompio, Guimar Preto, Júlio Prefeito, Batata, Tuim, Zé Gordo, Antônio Tropeiro, Tio Ré e a tão querida Noca, entre outros, sempre estiveram presentes entre a família gremista, e também fazem parte de sua história.
Com o passar do tempo, devido à sua localização, o clube passou a ser chamado por todos de GRÊMIO TABATINGA; enchendo ainda mais de orgulho os habitantes dessa simpática região
da cidade.
Em meados da década de noventa, a convite do Dininho, o Paulo Gottschalg Duarte passou a fazer parte de sua diretoria. Foi mais um tiro certeiro. Com sua visão futurista e muita determinação, o clube ganhou novo impulso, e seu nome passou a ser bem mais respeitado dentro e fora de Pará de
Minas.
Sempre com participações marcantes, seja em campeonatos, torneios, amistosos e, até mesmo, em promoções extra-campo, o Grêmio Tabatinga tem em sua fiel e apaixonada torcida o seu maior patrimônio.
O Bairro Tabatinga, depois da fundação Grêmio, com toda certeza, nunca mais foi o mesmo. Como um verdadeiro divisor de águas, seus moradores viram o surgimento de um novo tempo, onde a motivação
e a amizade passaram a ser vivenciadas de maneira
mais constante.
Essa é a história do GRÊMIO TABATINGA, um clube de origem humilde, mas que nasceu para ser grande e, acima de tudo, para levar muita emoção
e alegria aos seus torcedores.
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Diretoria atual:
Allison Heleno de Melo - Presidente
Gustavo Miranda Silva - Vice Presidente
Reinaldo Teixeira Rodrigues - 1.o Secretário
Fernando Pereira Campos - 2.o Secretário
Paulo Gottschalg Duarte - 1.o Tesoureiro
Samuel Marçal - 2.o Tesoureiro
17 de maio de 2007 |
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